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Segundo presidente da CCR, obra de longo prazo terá pista marginal e modificações em trevos de Alphaville

Isabel Raia

Presidente da CCR ViaOeste pretende acabar com congestionamentos. Foto: Sandro Almeida/ Folha de Alphaville

Desde setembro no comando da CCR ViaOeste, a concessionária responsável pela rodovia Castello Branco, o presidente Eduardo Camargo tem entre outras missões melhorar o fluxo de veículos na região. Nesta entrevista exclusiva à Folha de Alphaville, Eduardo revela detalhes das obras planejadas para os próximos anos. Ele afirmou que o projeto ainda está sendo estudado, porém ganha mais força após os anúncios do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Folha de Alphaville – O que pode melhorar o trânsito?
Eduardo Camargo – Fizemos um trecho de quarta faixa na pista sentido capital da Castello e a ideia agora é dar continuidade desde o trecho do km 32 até onde essa quarta faixa já existe [no trevo de Alphaville]. Isso ainda não é suficiente para acabar com os problemas de congestionamento. Para isso há um projeto maior de fazer a extensão das marginais em uma primeira fase até o km 27 e depois até o km 32.

É a mesma obra anunciada pelo governador Alckmin?
Sim, ainda estamos definindo a quantidade de faixas. Estamos finalizando estudos e a ideia é fazer um projeto de duração de longo prazo e que atenda ao crescimento que a região está planejando.

Somado a isto haverá mudança dos trevos de Osasco, Alphaville e Barueri?
Esse projeto contempla tanto o trevo de Alphaville quanto as saídas 26-A e 26-B, onde temos o problema de estrangulamento devido ao entrelaçamento de veículos. Nosso projeto é eliminar o cruzamento em nível. Tem alguns viadutos a serem construídos de maneira que os veículos não tenham que brigar um com o outro para fazer os movimentos. Isso esta incluído no projeto de extensão das marginais. Em Osasco, vamos atender a um pedido da prefeitura. Já desenvolvemos alguns projetos para eliminar a saída à esquerda de quem vem de São Paulo sentido Osasco. Aquilo é desconfortável para o usuário e gera uma lentidão grande todos os dias. A ideia é fazer uma ponte sobre o rio que ligará no viário de Osasco.

Como está o andamento do projeto?
Já tínhamos apresentado os estudos na Artesp, esses projetos estão em avaliação. Precisamos formalizar essa intenção do governo para que a gente possa trabalhar no detalhamento do que são os projetos executivos que vão culminar na execução da obra.

Quanto será o investimento?
Esta primeira fase das marginais até o quilômetro 27 e os trevos de Alphaville, Barueri, está na faixa de R$ 450 milhões. Para Osasco, o número está entre R$ 100 e R$ 130 milhões. Então R$ 500 milhões é ordem de grandeza. O valor para estender a marginal até o km 32 ainda não temos o orçamento fechado.
Por que até o quilômetro 32?
Temos sentido todos os dias um problema crítico de quem vem do interior rumo à capital pela manhã. A ponte Guilherme de Almeida, no quilômetro 24, é a única alternativa que o usuário tem de cruzar o rio Tietê [neste trecho], então tem o movimento de longa distância que vem do interior e tem duas contribuições de Barueri, que agregam cerca de 40% no volume de tráfego e todo esse tráfego sai em Alphaville ou em Tamboré. Então você tem uma contribuição de um tráfego urbano que está usando esse trecho da Castello para cruzar o rio porque não tem alternativa. A ideia é fazermos a marginal prioritariamente nesse segmento para segregar esse trafego de curta distância do tráfego de longa distância que segue sentido capital ou em direção a outras rodovias.

E tem espaço para essa ampliação?
Sim, o nosso projeto quase não tem desapropriação. O projeto tem um custo alto, mais expressivo justamente porque temos que fazer algumas contenções, como a construção de alguns muros. A previsão [da primeira fase] é fazer de onde termina a marginal hoje, que é no trevo de Alphaville, e ir até o quilômetro 27.

O número de faixas será ampliado no trevo de Alphaville?
Com uma técnica de micro simulação já temos identificado em todos os pontos o número de veículos e a demanda. Com isso vamos ter ideia do quanto precisamos fazer.

Existe previsão de quanto tempo irá demorar?
É um projeto de longo prazo. Dependendo da velocidade do governo do Estado na aprovação, temos condições de fazer esse projeto executivo em seis meses e a obra em dois ou três anos. Dependemos também de aprovações, assinaturas de contratos, licenciamentos, mas esse é horizonte em que é possível de ser feito.

 

FONTE:http://folhadealphaville.uol.com.br/cidade/extensao-da-castello-deve-levar-4-anos/